A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, defendeu ontem a Receita Federal e afirmou que a disputa eleitoral não pode comprometer o funcionamento do órgão nem fragilizá-lo. A petista afirmou que, se houve erros, foram das pessoas e não da instituição. A petista afirmou que os responsáveis por esse atos ilegais na Receita devem ser excluídos. - A Receita tem uma trajetória de serviços prestados e não podemos tratá-la de forma tão leviana. É preciso apurar tudo, mas ter calma também. Se as pessoas erraram, foram as pessoas e não a instituição - disse Dilma, em entrevista na tarde de ontem, no estúdio de gravação de seu programa eleitoral. Dilma comentou a declaração do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que, na semana passada, afirmou que sigilos na Receita sempre foram quebrados. A petista tentou explicar a frase do ministro: - Acredito que Mantega quis dizer é que não existe nenhum sistema perfeito e que todos são passíveis de serem violados. É fundamental que se tenha rigidez muito grande e fortalecimento da proteção dos dados do sigilo fiscal da população e de milhões de brasileiros. Não é possível conviver com vazamentos. Há que se investigar e punir caso se detecte algum mal feito. E há de se excluir o funcionário também.
Ao comentar o fato de o servidor da Receita Federal de Minas Gerais que acessou dados do tucano Eduardo Jorge ser filiado ao partido de sua adversária, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem que esse tipo de crime "está no DNA do PT". Embora com ataques à conduta de petistas, Serra disse que não pretende bater boca com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e chamou Dilma Rousseff para o debate sobre o episódio. Segundo o tucano, que visitou ontem o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, está na hora de Dilma se manifestar sobre o envolvimento de filiados de seu partido no escândalo. Indagado sobre a descoberta de novos acessos à conta de Eduardo Jorge, Serra disparou: - Eu não tenho dúvida nenhuma de que (o crime de vazamentos) está no DNA do PT, mas não estou a fim hoje, num domingo como esse, de natureza cultural, de me aprofundar sobre esse assunto - disse ele, argumentando que Lula tem assumido o discurso da campanha eleitoral petista.
Está a caminho uma nova onda de valorização do real, a moeda que mais ganhou força ante o dólar até agora entre os grandes países. O Banco Internacional de Compensações (BIS) mostra que o fluxo de capitais para os emergentes continua intenso, com consequente apreciação da moeda - tendência que deve ser reforçada pela capitalização da Petrobras. O banco dos bancos centrais aponta valorização de 33,6% do real entre janeiro de 2009 e julho deste ano, enquanto a rupia da Índia subiu 12,7% e na China o yuan sob forte controle caiu 2,5%. Tudo isso no movimento de investidores em busca de maior rendimento nas economias com mais crescimento econômico e juros elevados. A exposição dos bancos estrangeiros no Brasil aumentou US$ 77 bilhões a partir de operações transfronteiras ao final de março, numa alta de 51% em relação ao estoque no mesmo periodo de 2009. A exposição total (com as operações das subsidiárias na moeda local) chegou a US$ 403 bilhões, sendo US$ 119,7 bilhões a mais (alta de 42%), segundo o relatório trimestral sobre a atividade financeira internacional.
A sondagem mostrou estabilidade das intenções de voto em relação à semana passada, quando Dilma tinha 49 por cento e Serra, 29 por cento da preferência.
A candidata Marina Silva, do PV, oscilou para 10 por cento das intenções de voto, ante 9 por cento na última pesquisa. A margem de erro da sondagem é de 2 pontos percentuais.
